Tempo Comum

Entrámos no Tempo Comum do Ano Litúrgico, considerado um tempo de vigilância, de espera, de esperança, pelo que a cor litúrgica é o verde, patente nos paramentos envergados pelo sacerdote na celebração da Missa.

Sendo um período longo, de 33 ou 34 semanas, o Tempo Comum é subdividido em duas partes: A primeira parte começa no dia seguinte à festa do Baptismo de Jesus e vai até a terça-feira antes da Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma.

A segunda parte do Tempo Comum recomeça na segunda-feira depois de Pentecostes e estende-se até ao sábado que antecede o primeiro domingo do Advento, quando tem início um novo Ano Litúrgico.

Seremos auxiliados neste período pela leitura de um dos evangelhos sinópticos (São Lucas neste Ano C). O evangelista, que é também um dos autores dos Actos dos Apóstolos, segue os usos dos historiógrafos do seu tempo, “mas a história que deseja apresentar é uma história iluminada pela fé no mistério da Paixão e Ressurreição do Senhor Jesus. O seu livro é um Evangelho, uma história santa, uma obra que apresenta a Boa-Nova da salvação centrada na pessoa de Jesus Cristo” (Capuchinhos).

Começámos pelo chamado Segundo Domingo do Tempo Comum (20 de Janeiro), pois o primeiro é ocupado pela festa do Baptismo de Jesus.

O 34º Domingo do Tempo Comum, que assinala o fim deste período, é substituído pela Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo, entrando-se num novo Ano Litúrgico, que será o Ano A, em que seguiremos o Evangelho de São Mateus.

Tempo de Advento

O tempo do Advento, com uma duração de quatro semanas, começa no Domingo, 02 de Dezembro, prolongando-se até a tarde do dia 24 de Dezembro, altura em que começa propriamente o Tempo de Natal.

Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até ao dia 15 de Dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico, orientando-nos para a espera da vinda gloriosa de Cristo.

As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: a sua vinda ao fim dos tempos, a sua vinda agora, cada dia, e a Sua vinda há dois mil anos.

No segundo período, até 24 de Dezembro, inclusive, a liturgia orienta-se mais directamente para a preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera.

Os Evangelhos destes dias preparam-nos directamente para o nascimento de Jesus. Com a intenção de tornar sensível esta dupla preparação de espera, a liturgia suprime durante o Advento uma série de elementos festivos. Desta forma, na Missa já não rezamos o Glória. Reduz-se a música com instrumentos, os enfeites festivos, as vestes são de cor roxa, a decoração da Igreja é mais sóbria, etc.

Todas estas coisas são uma maneira de expressar tangivelmente que, enquanto dura o nosso peregrinar, falta-nos algo para que o nosso gozo seja completo. E quem espera, é porque lhe falta algo. Quando o Senhor Se fizer presente no meio do Seu povo, terá a Igreja chegado à sua festa completa, significada pela Solenidade do Natal.

Temos quatro semanas nas quais de Domingo a Domingo vamos-nos preparando para a vinda do Senhor. A primeira das semanas do Advento está centralizada na vinda do Senhor ao final dos tempos. A liturgia convida-nos a estar vigilantes, mantendo uma especial atitude de conversão.

A segunda semana convida-nos, por meio de João Baptista, a “preparar os caminhos do Senhor”; isto é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus segue chamando-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida.

A terceira semana pré-anuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor.

Finalmente, a quarta semana fala-nos do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é figura central, e a sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

A cor dos paramentos do altar e das vestes do sacerdote é o roxo, igual à da Quaresma, que simboliza austeridade e penitência.

 

Agência ACI (adaptado)